{"provider_url": "https://www.indiapora.sp.leg.br", "title": "C. C. I. Francisco Ribeiro", "html": "<p>\u00a0</p>\r\n<table class=\"plain\">\r\n<tbody>\r\n<tr><th><img src=\"https://www.indiapora.sp.leg.br/institucional/fotos/personalidades-denominadas/francisco-ribeiro/@@images/6fc9d91f-751f-4f9b-ba94-b46f414a7d2b.jpeg\" alt=\"Rua Oswaldo Vieira de Queiroz em Indiapor\u00e3-SP\" style=\"float: right; \" class=\"image-inline\" title=\"Oswaldo Vieira de Queiroz\" />\r\n<p>FRANCISCO RIBEIRO (Francisco Cl\u00e1udio)</p>\r\n<p>Nasceu dia\u00a0 \u00a0 /\u00a0 \u00a0 \u00a0/</p>\r\n<p>na cidade de __________</p>\r\n<p>Conhecido popularmente como Chico Cl\u00e1udio por ser filho do senhor Cl\u00e1udio Ribeiro.</p>\r\n<p><span>Faleceu dia 08/junho/1982 com ____ anos de idade.</span></p>\r\n<p><span>=========================================================================</span></p>\r\n<p>FRANCISCO RIBEIRO (Francisco Cl\u00e1udio)</p>\r\n<p>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 Filho do senhor Cl\u00e1udio Ribeiro e Antoninha</p>\r\n<p>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Teve 13 irm\u00e3os, sendo 07 que mudaram para Indian\u00f3polis, juntamente com os pais: Lu\u00eds Ribeiro (Lu\u00eds Cl\u00e1udio) e fam\u00edlia, Manoel Ribeiro de Azambuja (Manoel Cl\u00e1udio), Dirceu Ribeiro (Fi\u00edco Cl\u00e1udio), Francisco Cl\u00e1udio, Tot\u00f3 Ribeiro, dona Fia Ribeiro Faria e Cust\u00f3dia Ribeiro Arantes (Todinha).</p>\r\n<p>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Vieram de Paulo de Faria, no ano de 1940.</p>\r\n<p>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Compraram uma propriedade dos irm\u00e3os Moura, C\u00e9sar e Alberto, sendo 370 alqueires no c\u00f3rrego da Aroeira e P\u00e1dua Diniz e mais 73 alqueires no c\u00f3rrego da Caba\u00e7a.</p>\r\n<p>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0O senhor Francisco Cl\u00e1udio veio em 1939, um ano antes de seu pai e seus irm\u00e3os, pois havia comprado do senhor C\u00e9sar Moura uma propriedade de 210 alqueires de terras; recebeu mais 150 alqueires de heran\u00e7a deixada pelo seu sogro, senhor Joaquim Corr\u00eaa de Morais e dos pais recebeu mais 60 alqueires perfazendo um total de 420 alqueires de terras.</p>\r\n<p>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Toda a fam\u00edlia veio diretamente para o c\u00f3rrego da Caba\u00e7a, porque no c\u00f3rrego da Aroeira dava muita maleita.</p>\r\n<p>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0O senhor Francisco Cl\u00e1udio era casado com a senhora Maria Corr\u00eaa de Morais e conceberam os filhos: Cl\u00e1udio (Claudinho), Clara, Carmem, Sebasti\u00e3o, Carmelita e Carlos (Carlito).</p>\r\n<p>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Dona Maria Corr\u00eaa de Morais faleceu em 1939, na cidade de Paulo de Faria.</p>\r\n<p>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Vi\u00favo, o senhor Francisco Cl\u00e1udio se casou novamente no dia 05 de maio de 1942 com a senhora Servilha Izidoro Ribeiro e o casal teve 08 filhos: Clarice, Cacildo, Cust\u00f3dio, Carivaldo, Clarionice, Cleuza, Claudete e Cleide.</p>\r\n<p>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0O meio de transporte utilizado para todas as mudan\u00e7as foi o carro de bois. O grupo familiar que veio em 1940 era composto de 67 pessoas, o patriarca, senhor Cl\u00e1udio Ribeiro e esposa, filhos, noras, genros e netos.</p>\r\n<p>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 Por este motivo, a frota foi composta de 06 carros de bois da pr\u00f3pria fam\u00edlia e muitos cavalos, arreados com arreios para os homens e cilh\u00e3o para as mulheres sendo que as crian\u00e7as viajavam dentro dos carros.</p>\r\n<p>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Trouxeram na mudan\u00e7a v\u00e1rias armas de fogo, como carabinas, calibre 44 e rev\u00f3lveres, calibre 38.</p>\r\n<p>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 N\u00e3o eram ca\u00e7adores, mas os contratavam para eliminar as on\u00e7as que atacavam seus animais dom\u00e9sticos.</p>\r\n<p>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 O senhor Cl\u00e1udio Ribeiro, patriarca da fam\u00edlia, tamb\u00e9m morou em uma casa em Indiapor\u00e3, na esquina das ruas Manoel Urquiza Nogueira com a Domingos Sim\u00f5es Marques. Era uma casa grande, feita de tijolos em cima de baldrames de aroeira, alta e com escadarias.</p>\r\n<p>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 Devido a sua idade avan\u00e7ada suas est\u00f3rias eram sempre engra\u00e7adas, o que relatei nas cr\u00f4nicas a seu respeito; nada que o desabone \u00e9 feito com a permiss\u00e3o de seus familiares. Faleceu em Fernand\u00f3polis, aos 103 anos de idade.</p>\r\n<p>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 O senhor Francisco Cl\u00e1udio era um homem que participava de todos os eventos em prol da comunidade. Ajudou a construir a primeira escola da Vila de Indian\u00f3polis, foi festeiro das festas de igreja e sua cuja fun\u00e7\u00e3o era organizar a festa, pedir prendas, mandar imprimir os programas, contratar a banda de m\u00fasica, arrumar leiloeiro, construir o barrac\u00e3o que era feito de pau-a-pique coberto de folhas de bacuri, ceder os lugares pr\u00f3prios para as barraquinhas onde se vendia quent\u00e3o, comida, bebida, etc., vendedores de bolas, bexigas e outra bugigangas.</p>\r\n<p>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 As festas, geralmente, duravam 10 dias, iniciando numa 6\u00aa feira, indo terminar no domingo da semana seguinte. Geralmente o festeiro mudava-se para a cidade at\u00e9 passar esse per\u00edodo de festa, depois voltava para a fazenda.</p>\r\n<p>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 Outros participantes das festas tamb\u00e9m vinham de longe, em carros de bois. Ficavam na vila durante os 10 dias e, \u00e0s vezes, se contavam at\u00e9 10 carros, localizados em pontos diferentes, mas sempre por perto do largo da igreja, com suas respectivas fam\u00edlias instaladas em barracas.</p>\r\n<p>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 O senhor Francisco Cl\u00e1udio tamb\u00e9m ajudou na constru\u00e7\u00e3o do clube social, comprometendo-se a correr uma lista, na obriga\u00e7\u00e3o de arrecadar dez mil cruzeiros. O tempo era indeterminado e, se n\u00e3o arrecadasse a import\u00e2ncia tinha de pagar do pr\u00f3prio bolso.</p>\r\n<p>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 Pagou! Como? N\u00e3o sei, eu fazia parte da comiss\u00e3o, mas n\u00e3o era o tesoureiro.</p>\r\n<p>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 Al\u00e9m de ser um homem alegre, comunicativo e servidor, Francisco Cl\u00e1udio foi um dos primeiros fazendeiros da regi\u00e3o que adquiriu ve\u00edculo motorizado. Comprou uma Kombi, em que viajei de carona com ele por diversas vezes at\u00e9 a cidade de S\u00e3o Jos\u00e9 do Rio Preto.</p>\r\n<p>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 Sua principal fonte de renda eram porcos gordos, gado leiteiro e de corte. Os principais compradores foram o senhor Nicolau Lopes, propriet\u00e1rio do Frigor\u00edfico Bandeirantes, de S\u00e3o Jos\u00e9 do Rio Preto. Vendia tamb\u00e9m milho e madeira.</p>\r\n<p>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 Mudou-se posteriormente para S\u00e3o Jos\u00e9 do Rio Preto e de l\u00e1 para Porangatu, Goi\u00e1s, onde veio a falecer em 08 de junho de 1982.</p>\r\n<p>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 Entrevistado: Cl\u00e1udio Ribeiro Corr\u00eaa (Claudinho)</p>\r\n<p>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 Entrevistador: Adelino Francisco do Nascimento</p>\r\n<p>=======================================================================</p>\r\n<p>Texto extra\u00eddo do Livro Mem\u00f3rias de Indiapor\u00e3, Editora Ferjal 2000, Adelino Francisco do Nascimento, p\u00e1ginas 67 \u00e0 70.</p>\r\n<p>=======================================================================<span>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0\u00a0</span></p>\r\n</th></tr>\r\n</tbody>\r\n</table>", "author_name": "", "version": "1.0", "author_url": "https://www.indiapora.sp.leg.br/author/ind", "provider_name": "Indiapor\u00e3 - C\u00e2mara Municipal Indiapor\u00e3", "type": "rich"}